vassil 2017

Colunista

Vassil Oliveira

 

temer blog falando verdadesFoi-se o tempo em que as alianças políticas eram garantidas com um aperto de mão. Trato feito, trato cumprido. Sem dúvida. Sem volta. Sem promessa não cumprida.

Foi-se o tempo em que um líder mandava e sua palavra era obedecida pelos seus, em vez de empurrada com a barriga no compasso de um poder que queima como vela esgotada. No rastro de quem está mais ligado em si, do que em todos.

Foi-se o tempo em que uma conversa reservada era só uma conversa republicana reservada na condução, jamais censurada por contra do conteúdo. E definitiva, em vez de novo episódio de um governo desmentindo-se em série.

Foi-se a força da expressão dos estadistas, para dar lugar aos estrategistas de palanque, arautos da sobrevivência eleitoral - ou para consolidar a versão que, embora desmentida pelos fatos, é manchete líquida e certa.

Foi-se a convicção, a ideia e o ideal, foi-se o estofo, o conteúdo nacional e as medidas sociais, foi-se a fé na boa política e, principalmente, foram-se os princípios. Foi-se o povo?

Foi-se o tempo em que era possível e previsível confiar um no outro, além da retórica. Um e outro não se sustentam, porque a ordem é uma outra: desconfie de quem, como você, desconfia dos tempos atuais.

Moral da história: foram-se os parâmetros, a bússola do bem público e os limites pessoais. O pactuado? Foi-se. A esperança? Foi-se. A alteridade? Foi-se. Foi-se a saudade no tempo e no espaço. Sabe aquela imagem no espelho?

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