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Colunista

Vassil Oliveira

 

marconi alckmin w200xh200O PSDB nacional não ata nem desata, e por isso, além da sangria do presidente Michel Temer (PMDB), tem que lidar com a própria. O que fazer?

O partido não sabe. Vai adiando a permanência firme no governismo de Temer. Protelando a saída definitiva para a oposição assumida. Confirmando-se no estereótipo: partido em cima do muro.

A cobrança aos tucanos tem a ver com o peso da legenda nas decisões nacionais. Não fosse a que mais agiu pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), e não tivesse importância no rumo do País, o custo de sua indecisão seria menor.

Nos bastidores, o governador Marconi Perillo se mexe com um olho nas consequências do conflito interno e outro na oportunidade de entrar no jogo nacional.

Na segunda-feira, ao comentar a proposta de desembarque da legenda da base de Temer, ele foi objetivo: “Essa crise não é nossa”, disse. Não é? Não é o que parece. "O PSDB precisa de uma tese para decidir sua posição em relação ao governo do presidente Michel Temer", complementou.

Este é o ponto. A falta de uma ‘tese’ para ficar ou para sair é crucial porque, além do posicionamento político, o partido prescinde de um discurso consistente, crível, que não o apequene diante do grande impasse nacional.

Para Marconi, o PSDB precisa se colocar à frente de seu destino, em vez de ser arrastado no calvário alheio. Talvez com uma refundação, Fernando Henrique Cardoso à frente no plano nacional, e os governadores liderando nos Estados.

Participar dessa discussão interna, apresentando-se como agente de transformação de base, é o que o governador tem feito. Se não trabalha pela saída do PSDB da base de Temer, empenha-se para que a decisão seja sólida, convicta.

As reformas são fundamentais? Então, que sejam defendidas, sem medo. Como ele tem se posicionado. Aliás, no Estado o PSDB tem posições firmes, nunca em cima do muro.

Nesse caminho, cada dia mais Marconi se afina com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que articula para ser candidato a presidente da República no ano que vem. E com o prefeito de São Paulo, João Doria, a alternativa mais visível no tucanato.

Tamanha afinação pode resultar em um ganho de visibilidade para o goiano: a presidência nacional do PSDB. Nada fácil. Mas a costura está sendo feita.

Com quatro mandatos de governador e em um momento positivo, de investimentos no Estado, quando os outros governadores penam com o básico, Marconi Perillo se movimenta. Sua campanha vai de senador a presidente da República.

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