vassil 2017

Colunista

Vassil Oliveira

 

lula sergio moroA grande pergunta depois de materializada a condenação em primeira instância do ex-presidente Lula pelo juiz Sérgio Moro é: e agora?

A condenação era esperada, e nos termos que ocorreu, com natural contestação das provas e tais. Não houve surpresa. Não há novidade. Há expectativa, porque uma questão jurídica com peso político.

No plano jurídico, a discussão vai longe. Definição, só lá na frente. Lula pode ter a condenação confirmada; mas pode ser absolvido em segunda instância, o que implica poder ser candidato a presidente em 2018. Entra o campo político.

Os desdobramentos deste primeiro ato de Moro são imprevisíveis, mas os seus efeitos, imediatos, e suas consequências, imponderáveis. O futuro do País não ‘será’ – ele ‘está’ sendo tecido.

Nos últimos anos, Lula foi foco de uma cobertura política da mídia que lhe deu protagonismo negativo em todas as direções. Estou falando de notícia, pós-notícia, o arcabouço inteiro. Política é versão, não é fato. E sobreviveu. Cresceu nas pesquisas, depois de ser dado como morto.

E se estava em campanha, imagine o que vai fazer a partir de hoje. A condenação inevitavelmente será lenha para o seu palanque. Faísca para um discurso por si só inflamado.

A discussão se Lula é culpado ou inocente, herói ou vilão, vítima ou algoz, se tem que ir preso ou não, para outro talvez significasse o fim; para ele, é alimento, combustível eleitoral. Tudo gira em torno dele: Lava Jato, eleições de 2018, diretas ou indiretas.

Para o bem e para o mal, Lula é paixão nacional. Sustenta-se nesse patamar em que muitos políticos se perdem: na boca do povo. Não há razoabilidade. Quem ama, ama demais; quem odeia, odeia demais. O percentual para mais ou para menos é que diz tudo.

O que vai acontecer com Lula é o que vai acontecer com o Brasil. O que vamos fazer com ele ou sem ele é que indicará o caminho. Ao seu destino que está preso o nosso destino. Sem trocadilho. Não há torcida que mude isso.

 

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