vassil 2017

Colunista

Vassil Oliveira

 

ronaldo caiadoRonaldo Caiado (DEM) tem possibilidade real de ser candidato a governador de Goiás no ano que vem. E de ser candidato representando os partidos de oposição, o PMDB à frente, maior partido do Estado.

A ironia histórica: ganhando com Caiado, a oposição real perderá mais uma para o mesmo grupo que a derrotou em 1998, quando Marconi Perillo (PSDB) venceu pela primeira vez o hoje prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), um dos aliados atuais de Caiado, que o apoiou ano passado na vitória contra o candidato de Marconi, Vanderlan Cardoso (PSB).

Caiado é oposição agora, mas foi um dos fiadores da eleição do tucano lá atrás, e o garantidor da volta dele ao poder em 2010, quando indicou como vice José Eliton numa aliança fechada entre PSDB e o DEM, que estava com um pé na chapa da oposição.

Vanderlan e Iris eram os nomes oposicionistas apoiados – um, no primeiro turno; o outro, no segundo – pelo então governador Alcides Rodrigues, rompido com Marconi, que venceu todos.

Outra ironia: Caiado vai disputar em 2018, se for candidato de fato ao governo, com o nome que alçou à política, o advogado José Eliton. Só que um José Eliton diferente, sentado na cadeira com a qual tanto sonha, a de governador, uma vez que ele deve assumir no lugar de Marconi em abril.

O PMDB nunca ganhou de Marconi. Continuará assim, se vencer com Caiado. Poderá dizer, no entanto, que não perdeu por demérito próprio, porque terá perdido para um ex-caiadista.

Muitos consideram que Caiado não tem nada a perder em ser candidato em 2018, com ou sem o PMDB. Se ganhar, terá vencido todos. Ocorre que, se perder, a recíproca será verdadeira: no final das contas, terá perdido para todos.

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