vassil 2017

Colunista

Vassil Oliveira

 

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Não é àtoa que o vice-governador, José Eliton (PSDB), e o senador Ronaldo Caiado (DEM) subiram o tom do debate e do embate eleitoral antecipado.

Pré-candidatos assumidos e em campanha ao governo, ação e reação apontam menos para uma guerra fora de hora e muito mais para um calculado movimento estratégico de posicionamento no jogo.

Com o embate aberto, ambos polarizam o debate, deixando em segundo plano o outro nome que busca se firmar para 2018: deputado federal Daniel Vilela, presidente estadual do PMDB, velho rival do PSDB.

Caiado, com a provocação feita ao governador Marconi Perillo (PSDB) e respondida por Eliton, ganha pontos para se firmar como forte concorrente da oposição (incluindo o PMDB), e não apenas na oposição.

Eliton, comprando a briga com o senador para defender o governo e o governador, passa disposição para se consolidar como representante da base que está no poder.

Como agora é hora de fazer a disputa ferver, e não de ganhar a eleição – que só acontece em outubro do ano que vem –, os dois ganham.

Ganham pontos com a ocupação de espaços.

Quem começou a batalha de agora foi Caiado. Em material enviado à imprensa na tarde desta quarta, ele disse que Marconi Perillo (PSDB) usa dinheiro da venda da Celg para comprar prefeitos.

Segundo ele, está em curso no Estado um forte mecanismo de pressão para que os prefeitos saiam de seus partidos para aderir ao PSDB, sob pena de não verem os recursos chegarem às suas cidades.

Eliton está à vontade para responder porque o alvo indireto é ele. Porque é o nome da base para o ano que vem, e porque é ele que vem liderando as conversas com os prefeitos, em agenda pública, badalada para mostrar a força de seu poder.

O tom forte segue o fluxo. Um candidato não pode titubear, muito menos mostrar fragilidade. “O senador Caiado mostra mais uma vez irresponsabilidade ao ir à tribuna do Senado para novamente tentar distorcer a realidade”, diz Eliton, para começo de conversa.

A reportagem com a íntegra do disse me disse pode ser conferida aqui no DG.

Leia mais: 

Vamos aos pontos principais de um de outro.Caiado:

- A pergunta que faço é a seguinte: onde está o Ministério Público de Goiás? É possível um partido que elegeu 77 prefeitos usar o dinheiro da Celg para pressionar outros prefeitos a aderirem ao partido? Isso é uma afronta ao eleitor. A máquina do governo vai contra o desejo daqueles que elegeram os prefeitos em suas cidades.

José Eliton (em nota):

- Ronaldo Caiado mede a todos sob sua ótica política perversa, em que os critérios são sempre a conveniência e o oportunismo. Conveniência que o faz atacar o governo do presidente Michel Temer, pedindo sua renúncia, e, em seguida, abraçar ministros em visita ao Estado. Oportunismo que o faz buscar os holofotes para tentar denegrir o trabalho de quem realmente está ao lado da população de Goiás. Seu ódio tem como resultado a solidão política, porque a população de Goiás quer continuar avançando em prol de uma vida plena e digna, com emprego, renda e paz social.

Palavras duras de lado a lado.

Tudo ganha mais tempero se se lembrar que ambos já estiveram no mesmo partido, formaram um mesmo grupo e caminharam na mesma base política que hoje Eliton segue defendendo e Caiado critica.

E é só o começo. O PMDB? Assiste.

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