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Colunista

Samuel Straioto

 

Videomonitoramento do trânsito começou no dia 11 (Foto: Reprodução)
camera videomonotora ilustracao

Desde o dia 11 de julho, a Secretaria Municipal de Trânsito de Goiânia (SMT) passou a monitorar o tráfego de veículos da região do Parque Vaca Brava, a partir de câmeras de segurança que já estavam sendo usadas pela Guarda Civil Metropolitana. Uma das intenções é de coibir irregularidades, por exemplo, falar ao telefone enquanto dirige. Até o dia 16, não houve aplicação de multas. Foi informado que o referido período era educativo. Vale esclarecer um detalhe: teste é teste e educação é educação.

A SMT alegou que panfletos foram entregues, moradores e comerciantes foram visitados durante o chamado período educativo, o que é pouco. Dizer que está havendo um monitoramento é apenas um teste, no máximo um aviso que o condutor poderá ser multado o que ainda não é educação.

Por mais que o cidadão já tenha recebido instruções sobre as leis de trânsito no momento em que vai tirar a primeira via da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ao cometer uma infração nesta área de monitoramento, precisaria ser avisado que alguma conduta ilícita foi cometida.

O trabalho de Educação poderia ser da seguinte forma: ao se constatar uma irregularidade, o agente que está na central de monitoramento, poderia passar a informação de prática indevida por meio do rádio para outro agente, que deveria estar situado alguns metros à frente de onde a câmera foi instalada.

Neste exemplo hipotético acima, o condutor poderia ficar sabendo que ele cometeu irregularidade e que a partir daí teria a oportunidade de rever a forma de agir. O que foi feito na verdade foi somente um período de teste, apenas para verificar se o monitoramento por vídeo no Vaca Brava dará certo e informar o motorista que está sendo observado.

Educação no Trânsito é muito mais do que avisar. Educar é ensinar. Ao ser educado, o condutor poderia ter mais chances de mudar o comportamento do que simplesmente ser avisado ou até mesmo multado.

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