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Colunista

Samuel Straioto

 

Dirigentes de entidades sindicais que representam parte do funcionalismo da Prefeitura de Goiânia reclamam da proposta do Município que prevê o parcelamento do 13 º salário. A matéria deverá ser apreciada pelos vereadores neste período de autoconvocação.

O projeto prevê que metade do pagamento seja feito no mês de aniversário do servidor e o restante no mês de dezembro. Vale ressaltar que além do projeto, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT) já fez decreto sobre o mesmo tema no último dia 29.

O presidente do Sindicato dos Fiscais do Município de Goiânia (Sindifisc) Ricardo Manzi, entende que a medida traz prejuízo, já que é comum os servidores fazerem uma programação com o dinheiro que receberiam no mês do aniversário.

“Os servidores já tem uma programação financeira com o 13 º salário, alguns destinam para o pagamento de imposto de renda, outros para o pagamento de empréstimo que foi realizado anteriormente. Outros antecipam junto a instituições financeiras. Esses servidores que anteciparam terão prejuízo grande”, destaca o sindicalista.

Vereadores

O assunto gerou polêmica entre os vereadores, mesmo antes de o texto ter sido lido em plenário. Oposicionistas são contra a matéria por entender que os servidores terão prejuízos.

“Eu sou contra porque não faz nenhum sentido falar que este projeto vai gerar economia a não ser que ele esteja com a intenção de gerar economia. Até porque em algum momento vai ser pago. Há não ser que o prefeito queira deixar a conta para o próximo prefeito. É um prejuízo que os trabalhadores têm, as pessoas se programam”, argumentou Elias Vaz (PSB).

Já os integrantes da base de Paulo Garcia no legislativo entendem que o momento é de crise. Para eles trata-se de uma adequação que permite a prefeitura conseguir fazer o pagamento.

“Espero que a prefeitura cumpra suas obrigações de pagar as dívidas. Não podemos trabalhar com a hipótese de que se dará calote nos servidores. A prefeitura entende que neste momento de crise há uma necessidade de se fazer esta alteração. Vamos discutir agora com os vereadores, começar este debate e vamos tentar construir um projeto que fique bom para todos”, destaca Carlos Soares (PT).

O presidente do Sindifisc, Ricardo Manzi, defende a abertura de diálogo com representantes da Prefeitura de Goiânia e com os vereadores para tratar do tema. A defesa é para que o processo de parcelamento de salários seja apenas para os servidores que optarem.

“As entidades são contrárias ao parcelamento, pois existe uma lei complementar assegurando o pagamento no mês de aniversário. Não houve negociação com os servidores. Esperamos uma reunião com representantes da prefeitura para esclarecer assunto. Defendemos que seja facultativo, que o servidor que deseje parcelar o 13º que procure a prefeitura”, afirma.

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