rafaela bessa

Colunista

Rafaella Bessa

 

confraternizacaoEm muitas realidades não se tem tempo para confraternizar com as pessoas que relaciona-se no trabalho, geralmente chega-se o que pode no horário para ficar mais tempo em casa, vão embora também o mais rápido que podem para voltar ao lar, muitas vezes porque tem que liberar as babás, outros irem direto para escola ou faculdade, tem que ir ao supermercado, ou à academia.

Nos horários de almoço também não dá para confraternizar muitas das vezes porque o horário é curto, ou, não se abre mão de ir em casa para almoçar com marido, esposa ou filhos; tem que ir ao banco, ao médico, dentista e por aí vai. Muitas vezes ainda nestas idas e vindas o atendimento demorou e sobrou pouco tempo para se quer "engolir" a comida, ou teve que levar o carro para concertar, ou lavar ou teve um compromisso "pessoal" ou “particular" do qual não querem falar.

Nos finais de semana também não podemos confraternizar mais vezes porque temos que cuidar dos afazeres do lar, ser donos ou donas de casa, desempenhar mais intensamente o papel de esposa, marido, mãe, pai, filho (a), namorado (a), noiva (o), estudante, etc ...Temos que ir à casa dos pais, ou fazer compras, ler um livro, fazer um lazer, namorar, dormir, ir ao cinema, ir na locadora, ir ao Pit Dog, ir à igreja, viajar e tudo isto com nossa família, estamos errados? Claro que não, louco é quem não faz isto.

Então pergunta-se, confraterniza-se um tanto razoável nas empresas? Olhamos nos olhos dos colegas de trabalho com calma? Sabemos quantos irmãos eles têm? Sabemos onde ele mora? Sabemos se eles vêm de carro ou de ônibus? Sabemos qual a comida preferida dele? Ou sua música, ou o perfume? Sabemos o nome de seu companheiro (a)? Sabemos seus sonhos e objetivos? Se sim, ótimo e parabéns, se não as festas de confraternizações são bons lugares para isto.
Te elogiam? Não? Então o amigo secreto é um bom lugar para ouvir o que pensam de bom sobre você tanto como pessoa ou profissional, porque não é todo mundo que está preparado para um momento do dia parar só para te elogiar, isto é normal. O que não ouvistes durante o ano ouvirá nesta brincadeira, alguém parou e pensou para falar bem de você e toda brincadeira tem mesmo fundo de verdade.

As confraternizações são momentos de celebrações, de reconhecimento e gratidão voluntárias, ou seja, são generosas e por momentos param, pensam, organizam, planejam; para quê? Para selar em uma festa o que se viveu durante todo um ano de trabalho, é preciso que este momento valha a pena.

Pode levar a família? Sim? Que ótimo aproveitem e insiram seus familiares neste contexto, não retraindo, pensando que qualquer comportamento pode ser usado contra você mais tarde!

Não pode levar a família? Exercite a empatia, coloque-se no lugar no outro (ou do orçamento da empresa) e lembre-se não se leva realmente os familiares para o trabalho todos os dias, se vendem bem este ofício em casa a família compreenderá, se não houver este entendimento, decida por seu coração e pela paz, mas explique seus motivos para quem precisa ser explicado, não denegrindo a festa somente que seus familiares não vão, sempre existem motivos; a compreensão pode ser um bom presente neste momento de ambas as partes. Não deixe o desânimo, ou regras, ou outras pessoas derrubem sua moral, sua alegria, sua vontade de viver, de ser e de celebrar, seja onde decidir estar.

Particularmente, quero viver bem estes momentos para quando o Pedro e o Miguel (meus filhos) me questionarem:
- Mamãe você brincava de amigo secreto no seu trabalho? Você ia às festas? E eu feliz da vida poder responder: Filhos estes eram um dos melhores momentos que eu vivia no meu trabalho. A mamãe se relacionava e festejava com as pessoas.

Assim acredito que estes momentos nos ensinam a celebrar, excitar a gratidão, agradecer pelo dom da vida e fortalecer laços de amizades e relacionamentos diversos.

Espero ter agregado!

Até a próxima, boas práticas e boas festas!

Rafaella Bessa.

Contato com a redação:
(62) 9 9820-8895

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