rafaela bessa

Colunista

Rafaella Bessa

 

familiaHoje quando se fala do quadro de funcionários das empresas especialmente em sua composição é muito comum encontrarmos um número maior de mulheres! Com esta realidade vem muitos ganhos e também desafios tanto para as colaboradoras quanto para os empregadores e um deles sem dúvida é a maternidade!

Eu mesma vivi uma transformação em minha carreira depois do nascimento dos meus dois filhos então posso escrever sobre este assunto com conhecimento de causa.

É fato: nós somos outra mulher depois da maternidade e demonstramos em nosso comportamento esta transformação para nossos empregadores. As alterações no início são estranhas até para nós, as mães e elas são em muitos sentidos.

Quando se decide pela maternidade acreditamos que estamos cumprindo uma missão, estamos exercendo o poder da parceria com Deus no processo da formação humana, forte isto? Sim, porém no meio do caminho aparecem situações para tirar nossa atenção, ou melhor nosso foco desta missão.

Missão é o propósito, é o porque, é o fundamento da existência de algo, de uma empresa, de um negócio ou da vida logo, quando ela é clara e vivida exige renúncias, esforços, dedicação, a prática da paciência, conviver com situações que você não gostaria como exemplos: não poder ficar até mais tarde no trabalho porque precisa agora amamentar exigindo ainda mais eficiência nas tarefas, os horários de almoço não são mais os mesmos (nem com as amigas) porque tem alguém nos esperando em casa; já não vamos ao salão de beleza com a mesma frequência, os gastos são todos friamente calculados porque agora tem mais "pessoinhas" no processo, dependendo da idade da criança você disputará uma célebre vaga nas filas de espera entre colegas para ir às festas das escolas onde sua ausência pode gerar transtornos emocionais e de relacionamentos graves nas crianças;

Ausências inesperadas no trabalho quando se recebe uma ligação avisando que as crianças não estão bem, passa-se a gerenciar os interesses de férias especialmente em datas escolares, grande gargalo nas empresas; orçamento direcionado para investimento de cuidadores, creches ou escolas especializadas que custam muito mas claro, são para nossos filhos!

E saindo do trabalho para casa o serviço extra muda de figura agora tem os momentos de pracinha, brincadeiras, descontracões, formacão, educação, amor, gestão do lar (comida, roupas, uniformes, lancheiras, supermercado etc ...) e o marido, não podemos esquecer deste sócio, companheiro, parceiro e pai!

Daí podem pensar: desafiante hein?

Sim, mas se estiver claro o propósito, lembrarmos sempre que são fases que passarão, fazem parte de um ciclo que se encerra e que colheremos frutos saudáveis, este momento é muito gratificante, porém tudo isto acontecerá se este plantio for bem feito, se for dedicado nele e para ele a energia necessária! Para isto é preciso aprender a dominar e controlar as emoções e combater o bom combate sem desistir!

É trazer sempre a memória que neste tempo o importante é a formação das crianças, é desenvolver cidadãos éticos, que acreditem nos valores humanos e cristãos e que quando eles partirem como nós partimos um dia de nossos lares eles coloquem sempre na balança antes das decisões a importância do legado que deixamos para eles, por isto a construção dele precisa ser bem feira, edificada na rocha e não na areia!

Você é mãe? E agora?
Agora é encarar e viver os desafios com muito amor, sabedoria e esforço, lembrando-se sempre que o tudo não é possível, que as fases mudam, elas passam mais o que precisa ser feito tem que ser realizado da melhor forma possível e jamais ser terceirizado!

Boas práticas e até a próxima!

 

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