logomarcadiariodegoias2017

Prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB). (Foto: Prefeitura de Goiânia)
iris na camara

A falta de um líder do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), na Câmara Municipal da cidade, e de um líder do governo municipal, foram fatos políticos inusitados, na capital, em 2017. O prefeito não negociou cargos com os vereadores e foi alvo de intensas críticas, inclusive, da sua base de parlamentares. Foi uma incompetência política ou uma ação inovadora? Não há dúvida de que o eleitor percebeu um legislativo mais independente e muito agitado.

O que seria um caso complicado (ou um caos) de fracasso político, ou de incompetência, revelou-se como uma relevante contribuição para a imagem da Câmara da capital. Com o cenário de 2017, os vereadores conseguiram se dedicar ao verdadeiro e fundamental papel do legislativo: Ser um poder fiscalizador dos interesses da cidade.

Para 2018, o prefeito Iris Rezende continuará ou não com a mesma postura em relação aos vereadores? Para o bem da Câmara (e da cidade) é melhor que o peemedebista mantenha a mesma linha até por que se mudar, agora, vai causar um conflito político que não será bem percebido pela comunidade. Vereadores não precisam de cargos na prefeitura, eles precisam entender o seu papel de fiscais do interesse social.

Como resultado da política aplicada, a imagem do prefeito Iris, hoje, desgastada, inclusive pela ação de vários vereadores, é muito pior do que quando o prefeito entrou no cargo, no começo do ano. O prefeito foi confrontado (E muitas vezes insultado) por alguns vereadores e seus secretários (Principalmente, da saúde, da educação e a direção da Comurg) foram os alvos prediletos. Manter a Câmara independente custou um prejuízo de imagem para o prefeito, sem dúvida.

Se acenar em 2018 com alguns cargos, é claro que há vereadores que vão adorar o gesto do prefeito de Goiânia. Afinal, dar um emprego para alguns apoiadores  ajuda na estrutura da campanha. Ocorre que muitos aliados de Iris têm observado que não conseguem o mesmo respaldo que outros tem conseguido, em virtude da proximidade que tem do administrador. Iris mostra que não tem preocupação com essas conversas de bastidores e segue o curso da gestão e de sua política.

Iris, quem diria, inovou com um novo jeito de relacionamento ( Que equivale a não-relacionamento) com os vereadores apesar de fato ter custado a criação de 3 Comissões Especiais de Inquérito (Saúde; SMT; Transporte Coletivo) e a derrubada de vetos que foram assinados pelo prefeito. Custou, também, a votação de um projeto de refinanciamento de dívidas que não ficou como a administração queria.

Em 2018, será feita a reformulação do Plano Diretor de Goiânia. Iris Poderá perceber que uma Câmara Municipal independente terá muita liberdade para promover alterações ou implantar novidades para o projeto que não serão do interesse da administração. Até quando vai a liberdade? Até quando vai uma Câmara livre, leve e solta? O processo tem volta? Em síntese, o ano novo reserva muitos e novos capítulos na relação entre Paço Municipal e a Câmara.

Sugestões e críticas, mande um Zap para a Redação

whatsapp 512

62 9 9820-8895

SEARCH