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Colunista

Altair Tavares

 

Luís Inácio Lula da Silva (Foto Ricardo Stuckert)
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Como uma figura entre as mais polêmicas, o que Luís Inácio Lula da Silva (PT) diz – ou deixa de dizer – repercute em todo cenário político nacional. Em entrevista à Rádio 730, mais uma vez, ele utilizou da inteligência que tem para mexer no tabuleiro da disputa para presidente da República. Ele jogou o holofote para o apresentador de TV Luciano Huck e deixou seu principal adversário, Geraldo Alckmin (PSDB), nas sombras. Quem é líder em pesquisas pode escolher – ou esconder – seus oponentes.

Questionado sobre “outsiders” da política, Lula demonstrou desejo de enfrentar, nas urnas de 2018, um candidato a presidente com o “logotipo da Globo na testa”. A frase diz muito, mas não é novidade, que o petista classificou o grande grupo de comunicação – apesar de a empresa não ser um partido – como opositor, desde quando Dilma Roussef (PT) foi destituída do poder.

Lula coloca o logotipo da Globo na testa de Luciano Huck que se vê obrigado a duas posições: Ou negar, e desagradar a empresa, ou reafirmar, e agradar ao eleitor do petista.Além disso, o ex-presidente jogou luz sobre a candidatura do apresentador de TV. Ele eleva a importância do nome de Huck, sem dúvida. Numa única citação feita na entrevista à emissora goiana, e pela divulgação de uma pesquisa que mostrou a melhora na aprovação do nome do novo político, pode-se afirmar que cresceu a candidatura do global.

O pré-candidato a presidente petista sabe muito bem - e não é novidade para os analistas e estrategistas políticos – que uma candidatura presidencial precisa de suporte de uma ampla e sólida aliança política. Nem Jair Bolsonaro, nem Huck tem este grupo partidário de apoio, hoje, para enfrentar as urnas em 2018. Ao colocar as luzes para os dois, Lula deixa Alckmin sem participar do jogo. Ele sabe, certamente, que os maiores adversários sairão do PSDB, junto com PMDB, DEM e o grupo de partidos do centrão (PR, PTB, PSD, entre outros menores).

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