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Colunista

Altair Tavares

 

itego goianesiaNo dia 2 de outubro a pedido do Ministério Público, a justiça suspendeu o contrato entre o governo do estado e a organização social Faespe (Fundação Antares de Ensino Superior, Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão), que é gestora de cinco Itegos e 14 Cotecs, unidades de ensino profissionalizante, responsáveis pela formação e qualificação de mão-de-obra que atende às atividades econômicas de cada região.

A interrupção tem reflexos econômicos e pedagógicos, pois atinge alunos, professores, técnicos de laboratórios, funcionários técnico-administrativos e toda a cadeia produtiva que depende da formação dos profissionais, além claro, das famílias dos trabalhadores que podem perder os postos de trabalho.

Itegos, como os de Goianésia, Uruana, Ceres, Piranhas e Caiapônia; e Cotecs de Itaguaru, Itapuranga, Jaraguá, Taquaral e Iporá, entre outros, são parte essencial da economia desses municípios, pois além da instrução dos alunos, na formação profissional, eles servem e transferem tecnologia aos Arranjos Produtivos Locais.

Além do prejuízo pedagógico, duas questões preocupam nesse cenário: o impacto que a medida gera, em um momento de crise nacional, nas cadeias produtivas que estão consolidadas e são a base econômica de suas regiões; e a chegada do final de ano, considerada a melhor época de vendas para o comércio e a indústria. As empresas trabalham de forma intensa em outubro e novembro para atender a pedidos em todo o país.

Nos municípios de Itapuranga, Taquaral, Itaguaru e Jaraguá, onde estão os Cotecs, os investimentos nos equipamentos, como o conjunto de máquina Audaces e de apoio, chegam a R$ 1 milhão em cada unidade. Os Cotecs possuem, além dos cursos de formação, a estrutura de transferência de tecnologia, apoiando a produção dos municípios por meio dos cortes automáticos das peças de costura necessárias à produção.

A Associação das Indústrias de Confecções de Itapuranga e o Arranjo Produtivo Local de Itapuranga relatam prejuízos com a paralisação do Cotec e das máquinas de corte Audaces, pois o setor confecção envolve cerca de dois mil trabalhadores nos municípios.

A Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Itaguaru destaca que o Cotec do município atende dezenas de empresas e corta cerca de 180 mil peças por mês com suas máquinas, contribuindo para a manutenção de 210 postos de trabalho.

O Prejuízo pedagógico

O prejuízo pedagógico com a suspensão das aulas e a transferência de tecnologia à atividade produtiva local preocupa coordenadores das unidades, alunos, professores e lideranças dos municípios.

A SED estabelece metas anuais de matrículas com as organizações sociais que devem ser cumpridas no período de um ano, no caso da Faespe, de junho de 2017 a junho de 2018. As metas do contrato de gestão número 005, com 19 unidades, impressiona: na educação superior são 80 matrículas, técnico 720, qualificação 2.760, capacitação e atualização 3.340 e no ensino à distância são 13 mil 500 matrículas. Ou seja, 20 mil e 400 oportunidades de educação e qualificação que esperam a resolução do impasse para serem efetivadas.

O aluno do Itego de Goianésia, Edvaldo Ribeiro dos Santos, acredita que o prejuízo para os alunos é inevitável com a paralisação. “Sou aluno do curso Técnico em Agricultura, trabalho na Jalles Machado e a conclusão deste curso vai me dar muitas oportunidades de crescimento dentro da empresa.

 A paralisação das atividades aqui do ITEGO vai me prejudicar, visto que estamos para concluir agora no mês de novembro o nosso curso. Estamos fazendo estágios e o TCC com a orientação de professores aqui do ITEGO”, finaliza. Desde sua fundação, O Itego Governador Otávio Lage já formou mais de 35 mil pessoas

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