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Altair Tavares

 

marconi perillo missao O jornal O Estado de S.Paulo afirma, na edição deste sábado, 9, que o governador Marconi Perillo é "o favorito para assumir o comando do PSDB e liderar o partido na campanha presidencial de 2018". Marconi afirmou que "as prévias são o instrumento mais legítimo" para a escolha do presidenciável tucano  que acredita na convergência interna. Em síntese, fez discurso de presidente.

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Em política, não existe vácuo (Referência às várias vezes que o professor Luis Signates abordou a ocupação de espaços políticos, conforme a conjuntura). Se há espaço, alguém vai ocupar. Há espaço na presidência do PSDB? Há vagas no grupo de Geraldo Alckmin e João Dória para ocupar o espaço da candidatura. Perillo ocupou.

O PSDB sempre foi considerado um dos mais paulistas dos partidos e seria a hora da presidência eleita sair de Minas Gerais (Terra de Aécio Neves) e ir para São Paulo? Mas, como, se um goiano está atravessando o caminho? Ocorre que o representante está em sintonia política, há tempos, com a cúpula paulista.

"Perillo articula para chegar como postulante único à direção da legenda em dezembro, impulsionado pela relação com os presidenciáveis Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, e João Doria, prefeito da capital paulista", afirma a reportagem.

Além da articulação, Perillo já aponta o rumo para o PSDB, segundo a reportagem. "Nosso discurso tem que centrar fortemente no combate ao populismo, à demagogia, ao corporativismo e todos os ismos que atrasaram o Brasil e a América Latina. Mas também acho que o voto se dará baseado no equilíbrio, na experiência e na capacidade que o candidato terá de pacificar o País, convencer de que as reformas são boas para o povo", disse ele. O discurso serviu para o perfil tanto de Dória quanto de Alckmin.

E aquela justificativa de que, se a eleição acontecer em dezembro, outros ficam impedidos de participar da disputa para a presidência do PSDB? Ela serviu para a época, não funcionou, e o grupo paulista-goiano está disposto para o enfrentamento. Se for eleito, Perillo terá um aperto na agenda entre a posse e a desincompatibilização, em abril de 2017, mas está acostumado com o ritmo frenético entre Goiânia e Brasília. Só falta a eleição. Ser favorito, agora, não garante a posse. A guerra está só no começo.

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